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Carreira

Segredos para uma boa recolocação profissional

Técnicas convencionais para buscar um novo emprego tendem a ser insuficientes no caso das vagas em TI e para as quais a concorrência está cada vez mais acirrada

Jamie Eckle, da Computerworld/EUA

Publicada em 29 de julho de 2018 às 11h35

Depois de atuar como desenvolvedor de software por anos e tomar decisões equivocadas acerca da própria carreira, Andy Lester optou por especializar-se justamente no tema sobre o qual encontrava mais dificuldades: a recolocação profissional na área de TI. As grandes dificuldades do executivo giravam em torno das estratégias para conseguir  acesso a processos seletivos e obter sucesso em entrevistas seletivas.

Autor do livro “Land the Tech Job You Love” – no qual apresenta dicas sobre as particularidades da seleção de candidatos a vagas nos departamentos de tecnologia –, Lester explica quais são principais falhas cometidas por esses profissionais durante a busca por um emprego. Acompanhe a entrevista com o especialista:

Você costuma afirmar que as técnicas convencionais de recolocação não se aplicam aos profissionais de tecnologia. Qual a razão disso?
Não digo que as técnicas não funcionam, apenas explico que são insuficientes nesse mercado. A concorrência está cada vez mais acirrada, principalmente nos cenários de incerteza econômica, e o hábito de enviar milhões de currículos a todos os e-mails conhecidos representa um grande desperdício de tempo. Quando alguém envia o documento para 100 destinatários, por exemplo, acaba não focando suas mensagens às duas ou três vagas para a qual é realmente qualificado.

Além disso, os candidatos a postos em TI não terão a Web como instrumento competitivamente vantajoso para a busca, já que todas as pessoas envolvidas nesse segmento também utilizarão as redes sociais para acionar contatos e a internet para descobrir mais informações sobre a empresa detentora da vaga que estão pleiteando.

Quais habilidades de busca pela recolocação devem ser desenvolvidas por esses profissionais?
Saber pesquisar seriamente está no topo da lista de habilidades prioritárias para aqueles que buscam recolocar-se profissionalmente. Durante o processo seletivo, o recrutador certamente estará rezando para que o próximo currículo ou a próxima entrevista o leve ao candidato ideal. Grande parte dos candidatos envia currículos genéricos ou chegam para ser entrevistados sem demonstrar o menor interesse pela vaga.

O profissional de tecnologia com o cuidado de elaborar um currículo e carta de apresentação que estejam de acordo com as necessidades da empresa contratante tem infinitas muito mais chances de conseguir o emprego.

Para fazer isso, ele deve realizar consultar desde o Google até a biblioteca da universidade de negócios mais próxima e as entidades da qual a companhia faz parte. Todas essas ações o levarão a um conhecimento muito profundo sobre a organização, o que diz à contratante: “Estou aqui para realizar um trabalho sério e eu estou realmente muito interessado na vaga.”

A última habilidade que apresento, a meu ver, é a mais difícil de todas. Quando estão em um processo de recolocação, os profissionais perdem o critério de avaliação sobre quais seriam os empregos que amariam ter. Disso, passam a considerar as possibilidades que odeiam menos como alternativas. É preciso lembrar sempre de que a vida é muito curta; e as horas no trabalho, muito longas para serem desperdiçadas com algo que não satisfaça a pessoal plenamente.

Você afirma no livro que a maioria das vagas não é nem sequer anunciada. Como é possível ter acesso a esses processos seletivos?
Anúncios de vagas na Web só são vistos por geeks. Nós, profissionais de TI, estamos tão acostumados a encontrar qualquer coisa a partir de um ou dois cliques, que passamos a pensar que todas as nossas necessidades no processo de busca por recolocação serão sanadas por meio de sites de emprego ou redes sociais.

É preciso não se iludir ao acreditar que as empresas anunciarão um posto na internet assim que forem disponibilizados. A principal forma de se recolocar é por meio de networking – mas não aquele feito pelo Facebook ou LinkedIn. O contato pessoal é importante para que, assim que surja uma vaga, as pessoas lembrarem daquele colega que precisava.

Os recrutadores sempre darão preferência à contratação de conhecidos. Se não conhecerem ninguém, levarão em conta a indicação de amigos. Por isso, os candidatos devem fazer de tudo para estarem fisicamente presentes nos encontros da área e eventos de relacionamento.

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