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Carreira

Como escolher uma consultoria de Outplacement?

Ela irá iajudá-lo desde a preparação do currículo até à preparação da entrevista

Fernanda Andrade *

Publicada em 04 de abril de 2018 às 07h00

A recolocação de altos executivos é cheia de desafios. Por ocuparem cargos de confiança, com bons salários e muita experiência profissional, fica mais difícil conseguir uma nova oportunidade à mesma altura. Somado a isso, existe o fato de que muitas dessas vagas de alto escalão não chegam a ser anunciadas. Assim, entrar em contato com as oportunidades se torna uma tarefa complexa, que demanda certa assistência. Uma possibilidade de auxílio vem através das assessorias de carreira, por meio do Outplacement.

Esse serviço, que pode ser contratado pelo próprio executivo, irá ajudá-lo desde a preparação do currículo até a entrevista, sendo este serviço uma assessoria constante. A assessoria proporciona ainda uma verdadeira reflexão sobre a carreira e os rumos que o profissional deve tomar. No entanto, quem pretende contratar o serviço precisa tomar alguns cuidados e levar certas questões em consideração. Abaixo, algumas dicas.

Cuidado com os milagres: Infelizmente, muitas empresas entram em contato com executivos desempregados oferecendo vagas que não existem. Seu intuito é atraí-los para vender a assessoria de Outplacement. Isso fere a idoneidade da empresa e da profissão, sendo uma prática vergonhosa. A oferta de recolocação surge como resultado do trabalho e não como uma proposta para ele.

Desconfie de promessas: Um especialista em Outplacement não pode prometer um determinado número de entrevistas e recolocação. Não há como dar garantias. O trabalho é uma assessoria e desenvolvimento de estratégias e possibilidades, e o importante é perceber se o profissional está mesmo dedicado e empenhado para ajudar o executivo a se recolocar. É preciso avaliar se ele tem um bom histórico profissional e se é experiente o bastante para encarar essa tarefa.

Vá para a reunião preparado: É importante saber como funcionam as assessorias de carreira. Além disso, vale analisar os profissionais que trabalharão com você. O LinkedIn pode ser uma boa ferramenta para isso. Ali você terá uma boa noção da senioridade do time. O Outplacement é um processo em conjunto, e é papel do executivo estar por dentro, inclusive de quem o assessora. É preciso saber como funciona o processo e conhecer a idoneidade da empresa.

entrevista

Avalie seu momento: Muitas vezes, não se sabe como funciona um trabalho de Outplacement, e estudando-o é possível saber se essa é mesmo uma solução para o que você precisa nesse momento. É preciso entender bem em que ponto está sua carreira, e se é essa a melhor alternativa. Veja se a proposta do serviço condiz com suas ambições atuais. Talvez um trabalho de Assessment ou de Coaching podem ser melhores escolhas para o executivo. É um momento de repensar a carreira e, de repente, seguir em outra direção.

Sinta-se acolhido: É comum o executivo entrar em um processo de cobrança muito grande por ter sido desligado de sua empresa anterior. Sendo assim, é importante que a equipe de Outplacement consiga acolher esse profissional e evidenciar seus pontos fortes e trabalhar os gaps. Ele precisa sentir que tem um time trabalhando por ele e com ele.

Personalização: Uma consultoria precisa ser personalizada. Não existe um número certo de reuniões com a equipe, por exemplo. Isso depende de cada caso, de cada cliente, da necessidade e desejo do mesmo. É preciso estudar as possibilidades, já que esse não é um processo que permite esse tipo de padronização do comportamento. O mercado e as carreiras se encontram em momentos únicos, e é preciso que a empresa esteja pronta para adequar o processo de assessoria do cliente. Além disso, é preciso que haja feedbacks que mostrem a evolução dos esforços da equipe.

Atendimento: O cliente busca acolhimento, o momento é frágil, e o assessor de carreira precisa estar ali por ele. Quando um profissional atende vários executivos ao mesmo tempo, isso se torna inviável. Se a empresa possui muitos clientes, ela precisa que sua equipe acompanhe os números. Não que seja necessário um assessor por cliente, mas vale a pena verificar se a quantidade deles sob a responsabilidade de um mesmo assessor não torna o trabalho inviável.

Por fim, quando o trabalho é bem feito, ele é reconhecido até mesmo por aqueles que não conseguiram se recolocar. Nessa hora, sabe-se que todo o possível foi feito. Além disso, é praxe no mercado que se pague apenas metade do valor da assessoria em caso de não recolocação de pessoa física. Buscar recomendações, ou mesmo depoimentos, pode ser um meio interessante de ter garantias reais de um bom serviço de Outplacement.



(*) Fernanda Andrade é gerente de Hunting e Outplacement da NVH – Human Intelligence



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