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O novo CIO: Chief Information.... e o que mais?

Com o advento da nuvem e dos grandes dados, a definição do papel do CIO se torna mais complexo e outros cargos surgem na C-suite

Salaina Haroon, CIO.com

Publicada em 14 de março de 2017 às 09h06

O papel do CIO nunca foi mais desafiador do que é hoje. Com as quantidades esmagadoras de Big Data, o advento da nuvem, a digitalização das empresas e todos enterrados em seus dispositivos e riscos em um momento social, quem é o novo CIO? Quem precisa se reportar a ele?

Tradicionalmente, o C-level era um círculo restrito, com  CEO/CFO/CIO/CISO. Mas ultimamente ele começou a aumentar. A digitalização inclui atribuições que, em teroria, o CIO precisaria estar olhando hoje para uma futura empresa amanhã. E aí surgiram cargos como o do Chief Data Officer, um dos papéis executivos emergentes ganhando força em alguns setores. De acordo com o Gartner, 90% das grandes organizações terão um papel de Chief Data Officer até 2019.  Muitos deles poderiam até ser chamados de Chief Analytics Officers.

Quando eu consegui o emprego, não havia agenda, nem meta ou descrição de trabalho", afirma Stephane Pere, Chief Data Officer do The Economist. "Fui um vendedor de banners e páginas por anos, e agora vendo visão de dados. Penso nos dados como um produto, dados como um facilitador, dados como um serviço e talvez eventualmente dados como um negócio . Não considere os dados como um novo fluxo de receita, mas uma maneira de reforçar seus modelos de negócios atuais", diz ele.

Outros cargos também estão surgindo no horizonte.

Estudo recente com 500 CEOs britânicos e executivos seniores intitulado "IoT: Risk or Reward?", conduzido pela empresa de segurança Webroot e pela organização IO UK, mostra que mais da metade das empresas pesquisadas (54%) planejam empregar um Chief IoT Officer no próximo ano. Mas será que um Chief IoT Officer é necessário realmente? E se sim, o que eles fariam, a quem eles se reportariam e como eles se encaixariam na estrutura organizacional existente?

Há claramente uma grande confusão sobre como IoT vai funcionar na prática e, consequentemente, uma grande quantidade de pessoas no LinkedIn está movimentando-se e rotulando-se como um "evangelista IoT". O aspecto mais desafiador da Internet das Coisas é que a tecnologia toca diversas áreas do negócio. Talvez justamente por isso tantas organizações estejam lutando para entender como funcionará na prática e o que um Chief IoT Officer pode ser obrigado a fazer. O papel seria mais uma atribuição dos CIOs - emebora IoT não deve ser encarada principalmente como TI, mas como algo necessário para a transformação da forma como uma organização realiza o seu negócio.

A este respeito Manfred Kube, Chefe de M2M da Gemalto, é  taxativo. Segundo ele, "a contratação de um Chief IoT Officer é algo toda empresa deve considerar a fim de abraçar plenamente o potencial que a Internet das Coisas tem a oferecer. É vital para as empresas ter uma pessoa dedicada a desbloquear esse potencial e comunicar a sua importância para as equipes de negócio e até para o CEO. Quer se trate de coordenar as atualizações de software que mantêm cada dispositivo funcionando ao seu pleno potencial, estabelecer conexões com CIOs e OSCs para criar uma estrutura de segurança robusta, ou coordenar com CFOs para desbloquear orçamento adicional e garantir que o ROI nos dispositivos seja maximizado, o Chief IoT Officers terá uma grande responsabilidade ", diz ele.

Os CIOs têm um ponto de vista único, capaz de promover a integração a partir de uma perspectiva abrangente, para toda a empresa. Afinal, a tecnologia toca cada departamento e função - bem como, sem dúvida, cada negócio e cidadão. Uma habilidade fundamental que verdadeiramente grandes CIOs aprenderam é navegar com sucesso e integrar as diferenças organizacionais para manter os principais interessados ​​em acordo e remando na mesma direção. Em outras palavras, eles se tornam diretores de integração. É uma habilidade que pode transformar organizações de TI desorganizadas em armas estratégicas.

CIOquadro

Quando as funções de TI começaram, décadas atrás, elas eram um tanto autônomas e isoladas. Hoje, o inverso é verdadeiro. Agora, todos precisam de TI, incluindo clientes, parceiros, fornecedores, funções corporativas internas e operações de campo. No entanto, apenas os melhores CIOs lideraram com êxito demanda pela integração organizacional. Quando os CIOs deixam que outros asssumam a liderança dessa integração, isso é um desastre para eles e para suas queipes, porque perpetua a percepção de que o alinhamento entre empresas e TI continua sendo um problema.

Os Chief Digital Officers são considerados tanto as novas estrelas da C-suite, como profissionais com cargo transitório, que acabará quando todos os negócios tiverem concluído o processo de tranaformação digital. O papel do Diretor Digital e os deveres e responsabilidades do CDO variam muito de acordo com a indústria e a verdadeira capacitação de cada um deles para fazer o trabalho que foram levados a fazer. O papel do Chefe da Digital Officer é estratégico mas também operacional. Etem um forte apelo cultural. Como você pode fazer o negócio pensar mais digitalmente, e abraçar o mundo digital? Mais e mais CIOs podem se adaptar às funções de Chief Digital Officers se começarem a se reportar ao CEO diretamente.

Também já há setores  discutindo papéis de Diretor de Experiência, Diretor de Infraestrutura, Diretor de Inteligência e Diretor de Inovação, além de seus cargos regulares de Diretor de Tecnologia e de Segurança da Informação. À medida que os papéis do CIO se tornam mais complexos e a linha de reporte se torna mais profunda, os chefes de TI/CIOs têm um trabalho tremendo para que liderar a mudança e a inovação na empresa. O papel é agora muito mais expansivo e futuro CIO terá que permanecer adaptável à mudança deles mesmos como profissionais cada vez mais digitais, especialistas em inovação, bem como cientistas de dados e muito mais.



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