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Contratações e salários de TI permanecem estáveis, comprova pesquisa

Edição 2016 do Guia Salarial da Hays aponta alta demanda por profissionais com flexibilidade, capacidade de mudança e adaptação ao ambiente. Em TI, maior demanda é por proficionais de Cloud e Big Data

Da Redação

Publicada em 27 de setembro de 2016 às 08h10

Pesquisa anual da Hays, em coautoria com a ESPM, aponta tendências, salários e benefícios dos profissionais brasileiros. De acordo com o levantamento, as remunerações média, de um modo geral, ainda não tiveram queda, pois há um número limitado de candidatos com as capacidades técnicas e comportamentais necessárias para os desafios de hoje. E a demanda por profissionais com flexibilidade, capacidade de mudança e adaptação ao ambiente continua alta.

Em 2015, houve um aumento de 10% na quantidade de profissionais que receberam aumento salarial em comparação ao ano anterior. A diversidade de gêneros continua a ser uma questão a ser trabalhada, porém, 71% dos empresas responderam que manteriam ou aumentariam seus investimentos em RH em 2016, como um reflexo da importância de se ter as pessoas certas este ano e maximizar a produtividade da força de trabalho.

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A amostra do estudo é composta em sua grande maioria por gestores e profissionais técnicos. A amostra final de pesquisa possui 3.600 respondentes (3.200 profissionais e 400 empregadores). Entre eles, 69% possuem idade entre 31 e 50 anos, 77% são pós-graduados e 82% estão empregados no momento (uma diminuição de 9% em relação ao ano anterior). Dos empregados, 67% ocupam cargo de gestão (sendo 15% em alta gestão), 20% recebem mais de R$ 20 mil por mês (em 2014/15 apenas 12% recebiam essa quantia) e 74 % consideram mudar de emprego em 2016 (5% a menos do que em 2014/15).

Eles pertencem a 392 empresas, englobando mais de 20 setores. Sendo 35,6% das empresas com atuação somente no Brasil e 64,4% empresas multinacionais, que atuam em diversos países. Desse universo, 84% das empresas possuem mais de mil funcionários; 69,4% têm sede em São Paulo, 17,4% no Rio de Janeiro e 13,2% em outros estados.

Apesar da crise econômica e política vivenciada pelo Brasil, 71,8% das empresas pesquisadas lidaram bem com o ambiente econômico. O ponto preocupante é que o índice de demissões aumentou consideravelmente. O percentual de empresas que demitiram passou de 47,9% em 2014 para 56,2% em 2015. 

Com as reduções em novas contratações e aumento na rotatividade dos colaboradores, as empresas aumentaram seus esforços em programas de coaching e/ou mentoring para buscar melhorar a performance de seus colaboradores e os resultados econômicos das empresas. Além do aumento das demissões, as empresas aumentaram o congelamento salarial. Esses dois fatores, congelamento salarial e aumento no número de demissões, sinalizam a forma como as empresas estão se reestruturando para lidar com a crise.

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Na visão dos especialistas da ESPM que participaram do estudo, "o Brasil está passando por uma forte deterioração no que tange o mercado de trabalho. Esse cenário deve continuar ao longo deste ano, aumentando sensivelmente a taxa de desemprego". Com isto, o desemprego estabelecerá um novo patamar, mais elevado, que deverá perdurar, com flutuações, nos próximos anos. Este é um ajuste estrutural da economia brasileira, que tende a ficar mais produtiva e está passando a trabalhar com menor intensidade de mão de obra. Assim, mesmo a retomada do crescimento, quando acontecer, não deve trazer grande alívio ao mercado de trabalho, pois as empresas tendem a ficar mais enxutas em seu quadro de pessoal. 

Os especialistas da Hays têm uma opinião parecida. Segundo eles, pelo menos ao longo deste ano de 2016, ou até que o cenário mude economicamente ou por mudanças de legislação, as empresas continuarão a realizar mudanças estratégicas e de implementação de sistemas. E com essas mudanças, sempre existe a necessidade da troca de profissionais e geração de novas oportunidades. Em paralelo, as empresas continuam buscando máxima produtividade nos departamentos, e isso, naturalmente, resultará em reduções de posições.

Salários e remuneração
Comparando resultados do final de 2015 com o ano anterior, surge o primeiro indício de que, apesar da situação econômica, houve uma surpreendente melhora na capacidade de se obter reconhecimento financeiro por parte dos profissionais brasileiros com um aumento de 10 pontos percentuais no total de respostas. Praticamente metade (52%) tiveram aumento salarial em 2015, em sua maioria acima de 7,1 %.  Mas chama a atenção o fato de que a inflação, segundo o IBGE, foi de 10,67%, e que somente 28% por cento destes tiveram aumento superior a 10 pontos percentuais.

Entre as características das pessoas que receberam maior aumento salarial, a pesquisa aponta que em sua maioria são homens, com dade entre 31 e 40 anos, casados, pós-graduados, ocupantes de cargos gerenciais com salário entre 5 e 20 mil reais e que trabalham principalmente nos seguintes setores: indústria de transformação; informação e comunicação; atividades científicas e técnicas.

Segundo a Hays,  além da pressão da inflação, os reajustes salariais foram motivados pelo forte foi o forte rearranjo organizacional dentro de muitas empresas, buscando baixar os custo e otimizar processos. Diante desse cenários, muitos profissionais viram as suas responsabilidades serem ampliadas, em alguns casos, um profissional esta fazendo as funções atribuídas a 2 ou 3 no passado recente.

Observa-se que as mulheres estão associadas com a menor faixa salarial, que é a faixa de ganhos até R$ 5 mil Por outro lado, os homens figuram nas faixas salariais mais altas, que variam de R$ 10 mil a R$30 mil.

As pessoas com idade entre 26 e 30 anos são as que recebem os menores salários, até R$ 5 mil. Como é de se esperar, nota-se que, à medida que a idade avança, os salários tendem a acompanha-la. Os salários entre R$ 10 mil a R$ 20 mil estão associados às pessoas com idade entre 31 e 40 anos, e os salários maiores que R$ 20 mil estão associados às pessoas com mais de 41 anos.

A análise dos cargos frente aos salários mostrou a evolução que existe no decorrer da carreira: os analistas e assistentes, em média, possuem salários de até R$ 5 mil; consultores, técnicos e especialistas, coordenadores e supervisores declaram ter salários entre R$ 5 mil e R$ 10 mil. Logo, figuram os gerentes com remunerações entre R$ 10 mil e R$ 20 mil. E, em seguida, os diretores com salários entre R$30 mile R$ 35 mil. Por fim, os presidentes e CEOs com salários acima de R$ 35 mil. Mas CIOs e diretores de TI de grandes empresas, por exemplo, podem ter cargos acima desse patamar médio atribuído aos CEOs.

Há muitos anos, e cada vez mais, a remuneração variável, faz parte da vida profissional do brasileiro, seja na forma de participação nos lucros ou atrelada a metas ou vendas, ela influencia a remuneração total da maioria dos profissionais. Em 2015, mais da metade dos respondentes (56%) disse ter recebido remuneração variável. Mas ela foi menor do que o variável recebido em 2014 para 43% deles.

Benefícios além do salário são importantes para a absoluta maioria dos respondentes (97%). Confira os mais valorizados no gráfico abaixo.

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Análise por área de atuação
Em TI, os analistas da Hays consideram que os anos de 2014 e 2015 foram bastante semelhantes e não apresentaram grande crescimento no número de contratações em relação a anos anteriores. Mesmo assim, os profissionais de TI são bastante disputados pelas empresas, aumentando a preocupação com a falta de mão de obra qualificada que ainda é uma constante, levando as empresas a investirem na capacitação dos profissionais e a adotarem políticas de retenção de talentos e incentivo aos colaboradores.

Para 2016, especialistas em computação em nuvens e Big Data, por exemplo, são funções bastante requisitadas por passarem a assumir papéis estratégicos nas organizações. O desafio continuará a ser encontrar profissionais qualificados, aumentando a disputa por esses talentos.

Os salários médios estão nas seguintes faixas:

Empresas de pequeno porte

  • CIO/Diretor de TI: R$ 10.800 a R$ 13.200
  • Gerente de TI: R$ 7.200 a R$ 8.800
  • Gerente de infraestrutura ou telecomunicações: R$ R$ 7.200 a R$ 8.800
  • Coordenador de infraestrutura ou telecomunicações: R$ 5.400 a R$ 6.000
  • Analista de infraestrutura ou telecomunicações: R$ 1.800 a R$ 2.200
  • Gerente de sistemas: R$ 7.200 a R$ 8.800
  • Coordenador de sistemas: R$ 5.400 a R$ 6.000
  • Analista de sistemas: R$ 2.700 a R$ 3.300
  • Arquiteto de sistemas: R$ 5.400 a R$ 6.000
  • Analista de segurança da informação: R$ 1.800 a R$ 2.200
  • Gerente de projetos: R$ 7.200 a R$ 8.800
  • Líder / Coordenador de projetos: R$ 5.400 a R$ 6.000
  • Analista de projetos: R$ 3.600 a R$ 4.400
  • Coordenador / Líder de negócios e processos: não há amostragem suficiente
  • Analista de negócios e processos: não há amostragem suficiente
  • Líder / Especialista de BI: R$ 5.400 a R$ 6.000
  • Analista de BI: R$ 3.600 a R$ 4.400
  • Coordenador de Service Desk: R$ 4.500 a R$ 5.500
  • Analista de Service Desk: R$ 1.800 a R$ 2.200
 
Empresas de médio porte
  • CIO/Diretor de TI: R$ 24.300 a R$ 29.700
  • Gerente de TI: R$ 13.500 a R$ 16.500
  • Gerente de infraestrutura ou telecomunicações: R$ 13.500 a R$ 16.500
  • Coordenador de infraestrutura ou telecomunicações: R$ 10.800 a R$ 13.200
  • Analista de infraestrutura ou telecomunicações: R$ 3.600 a R$ 4.400
  • Gerente de sistemas: R$ 13.500 a R$ 16.500
  • Coordenador de sistemas: R$ 10.800 a R$ 13.200
  • Analista de sistemas: R$ 4.500 a R$ 5.500
  • Arquiteto de sistemas: R$ 10.800 a R$ 13.200
  • Analista de segurança da informação: R$ 4.500 a R$ 5.500
  • Gerente de projetos: R$ 10.800 a R$ 13.200
  • Líder / Coordenador de projetos: R$ 8.100 a R$ 9.900
  • Analista de projetos: R$ 5.400 a R$ 6.600
  • Coordenador / Líder de negócios e processos: R$ 7.200 a R$ 8.800
  • Analista de negócios e processos: R$ 4.500 a R$ 5.500
  • Líder / Especialista de BI: R$ 9.000 a R$ 11.000
  • Analista de BI: R$ 5.400 a R$ 6.600
  • Coordenador de Service Desk: R$ 9.000 a R$ 11.000
  • Analista de Service Desk: R$ 5.400 a R$ 6.600

 

Empresas de grande porte
  • CIO/Diretor de TI: R$ 35.000 a R$ 45.000
  • Gerente de TI: R$ 22.500 a R$ 27.500
  • Gerente de infraestrutura ou telecomunicações: R$ 22.500 a R$ 27.500
  • Coordenador de infraestrutura ou telecomunicações: R$ 13.500 a R$ 16.500
  • Analista de infraestrutura ou telecomunicações: R$ 7.200 a R$ 8.800
  • Gerente de sistemas: R$ 22.500 a R$ 27.500
  • Coordenador de sistemas: R$ 14.400 a R$ 17.600
  • Analista de sistemas: R$ 9.000 a R$ 11.000
  • Arquiteto de sistemas: R$ 15.300 a R$ 18.700
  • Analista de segurança da informação: R$ 9.900 a R$ 12.100
  • Gerente de projetos: R$ 16.200 a R$ 19.800
  • Líder / Coordenador de projetos: R$ 10.800 a R$ 13.200
  • Analista de projetos: 8.100 a R$ 9.900
  • Coordenador / Líder de negócios e processos: R$ 13.500 a R$ 16.500
  • Analista de negócios e processos: R$ 8.100 a R$ 9.900
  • Líder / Especialista de BI: R$ 13.500 a R$ 16.500
  • Analista de BI: R$ 9.900 a R$ 12.100
  • Coordenador de Service Desk: R$ 12.600 a R$ 15.400
  • Analista de Service Desk: R$ 7.200 a R$ 8.800

 

Confira abaixo as tabelas salariais das regiões com os melhores salários (abra as imagens em uma nova janela para ampliar). 

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haysespma2016e

 



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