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CEO da Gillette mostra o que você precisa ter para se destacar

Descubra as características que realmente importam para o CEO aposentado da Gillette, inclusive o que ele exige de um CIO

Laurianne McLaughlin, CIO EUA

Publicada em 30 de outubro de 2007 às 11h21

James Kilts sabe bem o que significa ser um líder: Como presidente e CEO da Gillete, ele administrou o renascimento do consumo dos produtos da gigante antes de guiar a firma para uma fusão com a Procter & Gamble, em 2005. Antes disso, foi CEO da Kraft Foods e Nabisco, com um cargo entre eles de professor convidado da Universidade de Chicago.

Kilts é agora um parceiro fundador da firma de Private Equity, Centerview Partners. Em seu novo livro, lançado em setembro, “Fazendo o que importa” (Doing What Matters em inglês, escrito com John Manfredi e Robert Lorber), Kilts divide suas lições para atuais líderes e aspirantes sobre o que realmente importa para obter sucesso pessoal e profissional.

Pedimos para Kilts compartilhar algumas dessas lições e alguns conselhos específicos para CIOs que pretendem ser CEOs e para líderes de TI que pretendem chegar a cargo de CIO.

CIO: Você prega o alto valor de um mentor. Qual conselho você daria para ajudar um aspirante?

Kilts: Ache alguém que você realmente respeita e que tem tempo para você, para a relação seja mutua. Existe uma linha fina entre ter um mentor e um amigo. Use o tempo dele de forma eficiente. Seja organizado. Tenha uma agenda para tudo.

Qual o erro mais comum que as pessoas cometem em relação à lealdade ao time?

Kilts: É não oferecer um suporte consistente, dizer uma coisa para elas e outra para todos os outros.

O que leva a esse comportamento?

kilts: É o comportamento humano, de alguma forma, porque as pessoas evitam confrontos. Uma das piores coisas nos negócios é confrontar os problemas de frente. Ser franco com os subordinados nas situações positivas e negativas.

Qual seu conselho para um CIO que pretende tornar-se um CEO?

Kilts: Tenha alguma experiência em produzir resultados sob o ponto de vista de perdas e lucros. Gerenciar tudo desde vendas até o rendimento ajuda a qualificar uma pessoa para o papel de CEO. Meu sucesso é baseado na aplicação de quatro máximas em todas as atividades profissionais: integridade intelectual, criação de entusiasmo, organização para tomar atitudes nas horas apropriadas e compreensão de quem são seus clientes/consumidores.

Qual seu conselho para aspirantes a líderes de tecnologia que querem se tornar CIOs?

Kilts: Conheça o assunto e entenda as necessidades do negócio para alcançar o sucesso. Crie uma organização apta a seguir em frente mesmo quando você seguir para seu próximo desafio.

Como CEO, qual habilidade você preza em CIOs?

Kilts:
A habilidade de comunicação com pessoas com outras funções, de outras áreas – isso é algo escasso. Um CIO precisa ajudar a organização a priorizar o quê deve ser feito quando. Todo mundo quer “amanhã.” CIOs bem sucedidos fazem as coisas na seqüência adequada. Outros simplesmente só respondem às ordens. Da perspectiva do CIO, a coisa mais difícil é a habilidade de lidar com os diretores operacionais na companhia e obter consenso nas prioridades.

Você aconselha lideres a lembrarem as lições básicas da vida. Quais são as lições mais importantes para você?

Kilts: Quando eu era criança, alguém deu a meu pai o troco errado. Ele voltou à fila e devolveu o dinheiro. Depois, disse a mim, “Ela teria que pagar por isso.”

Você enfatiza a necessidade de manter o time correto a sua volta. Qual conselho você daria para executivos de TI, nesse momento, em que bons profissionais de TI estão em falta e altamente procurados por headhunters?

Kilts: Dê às pessoas responsabilidades e crescimento profissional, assim eles se sentirão muito satisfeitos. Na Gillette eu queria que todos estivessem recrutando nosso pessoal. Mas eu os queria tão satisfeitos a ponto de recusar as propostas.
Não deixa a organização estagnar. Dê as pessoas uma parcela de controle. Isso tende a trazer altos níveis de satisfação porque estão envolvidos com mais gente e mais coisas. Dê as pessoas tanto quanto elas podem lidar.

Você diz que bons líderes devem estar aptos a confrontar a realidade, apesar de ser algo especialmente difícil de fazer quando um projeto de TI muito caro não dá certo.

Kilts: Quando se está em um buraco, pare de cavar. Diga a verdade. Encontre e apresente um plano alternativo.

Qual seu conselho para manter a moral da equipe nessa situação?

Kilts: Seja honesto com a equipe. Não adoce as coisas. Eu já vi muitos diretores amenizando as coisas. Quanto mais envolvimento seu time tiver nessa situação, melhor. Eles precisam da realidade para se posicionarem adequadamente diante do plano corretivo.

Você diz que as coisas pequenas são importantes, que um almoço, com uma pessoa de seu time em que você demonstra genuína preocupação em seus desafios, pode ficar na sua mente por muito tempo. Quais pequenos momentos você ainda guarda em mente?

Kilts: Eu tive um chefe, Bob Sansone (na General Foods), que não elogiava as pessoas com muita freqüência. Tive uma idéia para a publicidade de um produto. Meses depois, depois do fato, ele disse, “Essa foi a decisão mais inteligente que eu já tomei, e você a tomou para mim.” O produto era a Crystal Light. A idéia foi, “Eu acredito na Crystal Light, porque eu acredito em mim! Com a Elinda Evans como a narradora.” (naquela época, o personagem da Linda Evan no programa de TV Dynaty chamava-se Krystle Carrisngton.)



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